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Breve Relato

  • 20 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

O relato que acabei de ler é mais uma das provas que testemunham minha fraqueza, agora a pouco, fui aos prantos com o relato da jornalista Míriam Leitão, publicado pelo O Globo, descrevendo a sua estadia em uma prisão do Exército, as torturas eram as piores imagináveis, não só físicas como psicológicas. Naquela época, os militares sabiam onde estavam as fraquezas de cada um, no meu entender, que se faz presente apenas através de leituras, nada empírico, me mostram que a tortura era requintada conforme seus praticantes iam se aprimorando, vítima após vítima, não me pareceu em nenhum momento ser algo casuístico, pelo relato de Míriam, eles eram cirúrgicos, nenhuma frase ou atitude era desperdiçada, todas tinham um objetivo: colocar em cheque a vida do torturado.

É interessante, depois de terminada a leitura sobre a tortura de Míriam pelo Exército, e depois de ter enxugado, devidamente, as lágrimas que jaziam em meu rosto, eu pude me acalmar no meu eu, e pude afirmar: eu ainda sou humano. Por várias vezes no dia eu coloco em cheque a minha lucidez perante esse mundo, minha visão existencialista me levou a crer que eu não me importo com os outros e muito menos com o futuro, afinal, estamos fadados ao descaso, não somos importantes e vamos logo todos morrer, porém, quando faço esse tipo de leitura, eu desço um pouco deste pensamento, eu fico mais humano, mesmo tendo em mente todas estas ideias.

O que eu quero dizer é que eu encontrei afinidade com uma jornalista a qual eu teço críticas quase que semanalmente pelas sua posições políticas, eu compadeci com uma mulher que eu basicamente nunca concordei, e que alguns momentos até repudiei, mas na sua luta por viver, veja bem, não é luta por carreira, nem mesmo por status, foi luta para viver, pura e simplesmente, neste momento, eu encontrei um estado de ser que deveria ser comum a todos, encontrei a empatia, e é aqui que nossas diferenças pouco importam, a proteção à vida deve ser primordial em qualquer espécie de direcionamento político-governamental.

Enfim, eu quis escrever sobre Míriam e sua luta pois escrever às vezes é uma terapia, e a história dessa mulher, assim como inúmeras que advém do momento mais obscuro de nosso país, me motivam a continuar com a visão igualitária de mundo, se é para apanhar, que isso sirva de motivação a outrem, que cada um de nós possamos ser o mártir do nosso metro quadrado.


 
 
 

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